Este Verão, três amigos juntaram-se e resolveram mostrar os seus lugares preferidos na natureza. Elena levou-nos ao Courel e ganhou. Sabíamos que íamos viver algo de especial mas nunca imaginámos ver tanta beleza numa imensa extensão de montanhas.
Foram três dias inesquecíveis! Tarin, o nosso guia “Courelense”, foi outra bênção nesta aventura. Com ele, é impossível perdermo-nos por estas montanhas, mesmo no meio das suas névoas fantásticas. É um profundo amante e conhecedor da sua terra. “Gracias Tarin!”
Estas belíssimas fotos foram captadas pelo Carlos Venade. É uma sorte tê-lo como intérprete. Ele alerta-nos para os aspectos e pormenores mais interessantes da nossa natureza que, doutra forma, passar-nos-iam despercebidos. “Uma orgia botânica”, disse ele. Gostaríamos muito de lá voltar em breve. Alguém alinha?

O nosso guia Tarín, incansável a explicar-nos as belezas da sua terra.
Gracias, Tarín!

As subidas eram íngremes, mas o esplendor dos cachos de
Sorbus aucuparia, distraíam-nos do esforço.

Mais alto do que os pássaros.

Tarín, O Condor, apanhado pela objectiva, enquanto sonhava.
O abraço da bruma na montanha ígreme.
O Sol estava mesmo ali. Um salto e…
Tarin animáva-nos: "É a última subida!". Contamos, pelo menos, 8 últimas subidas. E Elena ria-se à minha frente - ela já nos tinha avisado.

Finalmente!

Depois das brumas, mais um vale deslumbrante.

A última hora de caminhada, foi feita por entre um bosque denso de velhos freixos, teixos, carvalhos e sorbos.
O líquen Lobaria pulmonaria (L.) Hoffm. vestia os troncos com o seu verde maravilhoso.

Mirtilos, suculentos e saborosos. Mirtilos por todo o caminho.

E, na chegada, esta névoa em constante movimento que se dissipava um pouco mais abaixo. Tentava encher o vale, sem o conseguir.

O sol caiu para lá dos cumes. Chegou a hora das silhuetas.